Em outro post eu falei algo sobre o “efeito” que o minimalismo social causa no consumismo do brasileiro. Um bom exemplo é o do transporte público: em São Paulo ele é meio precário, já que as linhas de metrô não cobrem a parte da cidade que realmente necessita desse serviço, e a frota de ônibus é muito pequena para atender a todos. Paralelo a isso, existe algo comum em cidades como São Paulo – muito ricas e muito pobres ao mesmo tempo – que é a valorização exacerbada de algumas coisas. Nesse caso, é o transporte.
Quem vai pra Europa ou Ásia pode ver que é comum as famílias possuirem só um carro, ou não terem carro, ou mesmo pessoas com empregos bons irem ao trabalho de metrô e ônibus. Lá isso ocorre porque os serviços são de qualidade. Aqui, como o Estado não provê adequadamente o básico do básico, qualquer meio de transporte vira sinônimo de status. E como os carros no Brasil são caros e ruins, qualquer veículo de segmento médio já vira um sonho de consumo maior do que a casa própria.
Bom, perto de onde eu fiz faculdade, na Vila Mariana, tem uma casa minúscula com um Ford Fusion na garagem, e o portão da casa tinha que ficar aberto sempre, senão o carro não cabia lá dentro. Realmente, Thomas Schmall - presidente da Volkswagen do Brasil - estava certo quando disse que “o Brasil é um mercado onde o que vale é o design. Não é um mercado racional".
Em outro post ainda pretendo falar sobre os condomínios fechados, que, ao contrário do mercado automobilístico, escondem um fato social amargo e perturbador.
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mas ta virando um jornalista? uhahuauhahuauha
ResponderExcluirGostei do final com "amargo e perturbador" \ui
uauauauhuha